sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Jane, the virgin, muito além do dramalhão mexicano...

By Leticia (Luthy) Sena
Acredito que a essa altura do campeonato já tenha dado para perceber que tenho uma queda por histórias que apresentam personagens femininas fortes e que se destacam de muitas formas. Bom não tem sido fácil ser mulher na sociedade ocidental há uns séculos já, e quando alguém ressalta nossa força e nossas qualidade, sempre sai uma história interessante.
Bom hoje vou falar da história de três mulheres super fortes que lidam com as situações mais absurdas já imaginadas numa série de TV, estou falando de Jane Villanueva, Xiomara Villanueva e Alba Villanueva, e a série não poderia ser outra senão Jane, the virgin.
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Nossa protagonista, Jane é uma jovem aspirante a romancista, que namora o belíssimo Michael Cordero, quando é acidentalmente inseminada com o esperma de outro homem num exame ginecológico de rotina.
Bom, apenas nessa introdução já deixa claro o tom de novela mexicana que essa jornada possui. A série é na realidade uma refilmagem/adaptação da telenovela venezuelana Juana, la virgen, e não deixa essas referencias de foram em nenhum de seus episódios.Todo o drama e os clichês maravilhosos, absurdos e típicos das novelas mexicanas estão presentes em cada capitulo da série, e todos esses componentes prendem a atenção do telespectador a cada temporada como se fosse o primeiro episodio.
Acho que não da pra não fazer maratonas de Jane, the virgin simplesmente por que depois que você começa a assistir a série não consegue mais parar, são muitos absurdos de uma vez só com poucas pessoas.
Enfim, como eu disse anteriormente, Jane é inseminada artificialmente por uma médica meio bêbada que utiliza o material do próprio irmão nessa ocasião, irmão esse que é dono do hotel de luxo onde a própria Jane trabalha como garçonete, o sensual e sedutor Rafael Solano, por quem a moça já teve uma queda, e que além de tudo é casado com a no mínimo confusa e complicada Petra.
Bom mas o que me conquista na história mesmo são as três mulheres Villanueva, cada uma com seu jeito, cada uma com sua história e suas decisões, mas uma sempre apoiando a outra.
Xiomara foi aquela adolescente rebelde e inconsequente que engravidou na adolescência e tentou por muito tempo esconder a identidade do pai de sua filha, mas apesar de todas as suas decisões ruins, sempre tentou fazer o melhor que podia por si mesma e por sua prole, na medida do possível sem decepcionar a matriarca da família. Já esta, nossa queridíssima Alba é uma senhora católica, de origem venezuelana que preza muito pelas tradições familiares e se preocupa muito com a honra e felicidade tanto de sua filha, quanto de sua neta, embora esconda alguns segredos que explicam muito de sua personalidade e senso de proteção. A protagonista é o produto dessa soma, se muitas vezes tenta ter atitudes modernas e cheias de alguma rebeldia, outras tantas vê-se presa aos ensinamentos, opiniões e buscando as aceitações de sua amada abuela.
O mais encantador é que são mulheres diferentes em sua essência, mas que compartilham um imenso respeito pelas diferenças e um carinho gigante umas pelas outras.
E tudo isso num mix de situações loucas acontecidas apenas nas melhores novelas mexicanas, então pode esperar muitos assassinatos estranhos e irônicos, irmãos gêmeos malvados, tiângulos amorosos, quedas de escadarias, organizações criminosas impossíveis, galãs de novelas que são fora da realidade, mas que amamos mesmo assim (fica aqui a dica de um dos meus personagens favoritos, o belo, maravilhoso, sedutor e jovial Rogelio De La Vega, sempre é um belo dia para ser Rogelio).
Enfim, é uma série cativante, gostosa de assistir, que possui uma trama intrincada e bem construída, cheia de reviravoltas absurdas e maravilhosas, com mulheres encantadoras com as quais é muito fácil se identificar, que apresenta diálogos super comoventes e que trabalham o relacionamento entre personagens de características tão distintas de uma forma magistral. Muito mais que um dramlhão mexicano, Jane, the virgin é uma história encantadora, sobre pessoas que nem sempre mostram o seu melhor lado, mas que estão sempre aprendendo umas com as outras como serem seres humanos melhores. É simplesmente apaixonante e viciante. Uma ótima indicação para quem gosta de maratonas.
Para quem já conhecia e acompanhava e já assistiu a segunda temporada no Netflix (que disponibiliza a primeira e a segunda temporada), se der uma garimpada pela internet e pelos queridos aplicativos que disponibilizam séries online, já se consegue ver a terceira temporada completa legendada. A quarta temporada tem data de estréia em 13 de outubro nos Estados Unidos pelo canal CW e por aqui ficamos torcendo para que a galera dos aplicativos consiga disponibilizar os novos episódios o mais rápido possível.
Ah no Brasil a série foi ao ar pelo canal Lifetime da TV paga, mas no site do canal não encontrei nenhuma referência em relação à estréia da quarta temporada. Então ficamos no aguardo.
E você é #TEAMMICHAEL ou #TEAMRAFAEL? De quem gosta mais na série? Assiste lá e depois conta pra gente aqui...
Até a próxima queridos!

domingo, 1 de outubro de 2017

Uncharted: The Nathan Drake Collection (PS4)

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Por Michel Zaneli Fernandes Goes

Após um tempo morrendo de vontade de conhecer a tão aclamada série Uncharted consegui o Playstation- 4 e de quebra matar a curiosidade de poder vivenciar as aventuras de Nathan Drake, e a espera valeu a pena pois a trilogia é incrível. Os três jogos que foram lançados no Playstation - 3 estão num único disco remasterizado, que por sinal está muito bem trabalhado, com texturas incríveis e gráficos excelentes que trazem a tona toda aquela magia quando cada game era anunciado.
Para quem não conhece e acha que é só um Tomb Raider de cueca, o primeiro game conta a história do "caçador de tesouros" Nathan Drake que está procurando a herança histórica de seu antepassado explorador espanhol Drake. Seu parente de séculos atrás estava descobrindo o caminho para o El Dourado, e agora Nathan Drake junto da jornalista Elena Fisher e seu mentor de caçadas Sully irão desvendar esse mistério. Apesar de o roteiro ter sido tirado dos filmes de Indiana Jones, o jogo conta com muitas reviravoltas que irão prender você capítulo a capítulo sendo isso o segredo do sucesso do game, conseguir prender o jogador numa brincadeira de telespectador e atuante da própria história do personagem. E isso não para no primeiro game.

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Capa do primeiro jogo Uncharted: Drake's Fortune.
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No segundo game temos o retorno de Nathan Drake para desvendar o mistério de Shambala. Segundo documentos do aventureiro Marco Polo uma rota para encontrar este tesouro foi deixada por ele, então Drake busca este local sagrado ao lado de um antigo companheiro Harry e da gatuna Chloe. Sully e Elena também retornam nesta aventura, mas quem rouba a cena de verdade é o vilão Lazarevic. O cara sabe representar a maldade em pessoa. Cada capítulo que você corre, pula, nada, desliza, atira freneticamente e foge de helicópteros Lazarevic contrata um exército para encontrar Shambala e depois dominar o mundo. O segundo capítulo da série ficou maior em conteúdo como mais capítulos, cenários maiores dando uma pequena liberdade para encontrar os 100 artefatos e também um refinamento nos combates e na furtividade foram incrementados neste game.

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Capa do segundo jogo Uncharted 2: Among Thieves.
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O terceiro e último game que acompanha o pacote é uma obra-prima. Todas as melhorias no segundo jogo parecem que nem fizeram efeito pois neste terceiro capítulo da série está tudo melhorado. Sistema de luz, ambiente, cenários que te deixam de boca aberta e até parado apreciando a localidade são quesitos que deixam claro que esta série é única. A história mostra um pouco da origem de Nathan Drake com a sua adolescência problemática e como ele conheceu seu mentor Sullyvan. O mistério de seu antepassado é colocado a tona novamente, e novas rotas de um antigo tesouro acendem a chama de explorador do nosso personagem.
Muitos extras foram colocados para aumentar o fator replay, como as dificuldades que habilitam novos troféus, uma galeria com diversas imagens e fotos das produções dos três jogos também complementam esta coletânea. Novos troféus também foram criados para obrigar o jogador a ficar horas e horas com o console ligado.

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Capa do terceiro jogo da série Uncharted 3: Drake's Deception. 
Fonte

Percebe-se que a intenção de lançarem este jogo foi de alimentar a vontade de jogar o novo capítulo da série, Uncharte-4: Thief's End, mas também é um belíssimo convite para aqueles que nunca tiveram oportunidade de jogá-lo possam ter assim como eu tive. Mesmo com alguns errinhos, como por exemplo os inimigos que brotam do nada aos montes nos cenários é um caso que chateia muito, ainda mais quem prefere jogar nas últimas dificuldades do game que com dois tiros você já era. Isso aparece constantemente nos dois primeiros jogos, sendo que o terceiro não sofre tanto desse mal. Tirando isto o jogo é uma peça rara para qualquer fã de jogos de tiro e que curtem um pouco de história aos moldes Indiana Jones e A Múmia.
Agora peço licença que Nathan Drake aguarda minha presença para encontrarmos os tesouros restantes que deixamos pra trás. Abraço turma.

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